Por Manuela Bassoi, Julyana Pereira Simas,
Fernanda Valverde, Eduardo Secchi e Silvia Dotta
Dados coletados em cruzeiros científicos sinóticos na Amazônia Azul permitirão cruzar informações de norte a sul da costa brasileira
A realização de cruzeiros científicos não é uma tarefa fácil, pois envolve uma custosa e complexa logística, que depende, não somente, da parte técnica e humana, como também das condições de tempo e mar. E um desafio ainda maior é realizar expedições marinhas de forma simultânea e coordenada – uma proposta inovadora encabeçada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade da Amazônia Azul (INCT-BAA). O grande diferencial dessas expedições foi sua realização de forma sinótica em diferentes regiões da costa brasileira, o que permitiu a coleta de dados acústicos, sedimentos do fundo marinho, além da observação de diferentes espécies, incluindo o primeiro registro documentado da marreca migratória (Aythya affinis) no Brasil.