Estudo mostra como o peso dos microplásticos determina sua dispersão no mar

Cerca de 80% do plástico que entra no ambiente marinho vem de fontes terrestres. Quando esse material se fragmenta em partículas invisíveis a olho nu, a contenção se torna um desafio crônico, pois o microplástico consegue escapar até mesmo das estações de tratamento de esgoto convencionais. Para rastrear o destino exato dessa contaminação, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um modelo computacional capaz de simular a rota do resíduo microscópico ao longo do litoral fluminense. Os resultados do estudo, publicados na Revista Brasileira de Recursos Hídricos na sexta (21), revelam que o peso da partícula é o fator decisivo para ditar quais regiões do oceano sofrerão maior impacto ambiental.

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