Com o objetivo de conservar o litoral paulista, um decreto estadual criou em 2008 o Mosaico de Ilhas e Áreas Marinhas Protegidas, formado por 15 áreas de proteção de norte a sul. Porém, o processo de criação pouco participativo e fatores como a ausência de uma secretaria executiva, de planos de ação com temas prioritários e de recursos humanos e financeiros mantiveram a proposta do Mosaico apenas no papel. Sem uma gestão integrada formal das áreas de proteção, os gestores das unidades paulistas passaram a atuar por meio de uma rede informal de diálogo para enfrentar problemas em comum. O sucesso desse arranjo alternativo levou pesquisadoras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a proporem a revisão do Mosaico, incluindo à lista do decreto mais 14 unidades que participam, na prática, da rede de gestão, elevando o total de 15 para 29.