O encontro entre rio, terra e mar torna o arquipélago do Marajó, no Pará, um ambiente com biodiversidade única. De 2022 a 2025, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em coautoria com moradores da vila pesqueira de Jubim, mapearam a relação da comunidade com a natureza em um contexto de expansão regional de grandes empreendimentos como portos, ferrovias e prospecção de petróleo. Os resultados, publicados na revista People and Nature na quinta (10), mostram que o vínculo com o território passa não somente pelo uso material da natureza. A vida comunitária se estrutura a partir de atividades como coleta de frutas como o açaí, pesca artesanal e produção da farinha de mandioca, e essas práticas contribuem para a formação da identidade local, fortalecendo simultaneamente subsistência, cultura, trabalho e espiritualidade dos moradores.